quinta-feira, dezembro 28, 2006

Balanços de 2006: as escolhas de espectáculos do ano


As escolhas que se seguem não procuram eleger os melhores espectáculos, mas antes apontar aqueles que se destacaram de um ano mediano e amplamente desequilibrado no confronto nacionais/internacionais. Optou-se por juntar na mesma lista espectáculos de dança, teatro e novo circo uma vez que as leituras que o próprio blog oferece aos leitores promovem um olhar panorâmico – e não transdisciplinar ou híbrido – sobre o que se vai fazendo. Esta lista, apresentada por data de estreia, sugere nomes em vez de premiar espectáculos, já que isso obrigaria a que se tivessem visto mais do que aqueles que se viram, e que não foram poucos. Pelo facto de ter passado quase cinco meses fora do país, há vários espectáculos que poderiam ter entrado nesta lista, mas naturalmente não o fazem. Da mesma forma que há exemplos que, não tendo sido vistos em Portugal mas que se apresentaram aqui, fazem parte desta lista. E ainda outros que tendo tido a sua estreia no final de 2005, ou fora de Lisboa, apenas vi em 2006.


Orgia, encenação de João Grosso, TNDMII, 02 Dezembro 05 a 19 Fevereiro 06 (teatro)

Eurovision, Teatro Praga, ZDB, 05 Fevereiro a 18 Março (teatro)

Odete/Odile, Sara Vaz, CCB/Box Nova, 19 Fevereiro (dança)

Secret, Johann le Guillerm/Cirque Ici, CCB, 07 a 26 Março (novo circo)

Return to strange land, de Jíri Kilian, Companhia Nacional de Bailado , 17 Março a 02 Abril(dança)

Bestia da Stile, encenação de Antonio Latella, Culturgest, 18 a 20 Maio (teatro)

Pichet Klunchun and myself, de Jérôme Bel, Alkantara festival/CCB, 11 e 12 Junho (dança)

H2 2005, Bruno Beltrão/Grupo de Rua de Niterói, Alkantara Festival/CCB, 10 e 11 Junho (dança)

Exquisite Pain, Forced Entertainment, Alkantara festival/São Luiz-Teatro Municipal, 14 e 15 Junho (teatro)

Giorni Felici, encenação de Giorgio Strehler, Picollo Teatro di Milano, Festival de Almada, Teatro Azul, 13 e 15 Julho (teatro)

Young People, Old Voices, de Raimund Hoghe, Culturgest, 27 e 28 Setembro (dança)

Até que deus é destruído pelo extremo exercício da beleza, Vera Mantero & guests, Culturgest, 23 e 24 Novembro (dança)

9 comentários:

Anónimo disse...

Rinoceronte do Demarcy-Mota no TNDM II

Anónimo disse...

Parabéns à Y pelo "1" que deu ao Otelo que o Fragateiro levou ao TNDMII.

Anónimo disse...

Sim, Y:

"A Encenação, poderosa como uma máquina de guerra, foca o uso e abuso da identidade com o fito de agir sobre as representações culturais do público"

è que o Jorge Louraço Figueira, que assina, adorou o espectáculo, e o 1, não é nota de 1 a 5!

Porque será que não se lê as coisas até ao fim?

Também adorei este Otelo, tal como o Y!

chato disse...

não vi todos os espectáculos aqui referidos (mas quase) e não gostei de nenhum. será um defeito meu?
Ou talvez fosse importante dicutir conceitos estéticos... porque é que eu gosto e tu não, o que é bom, o que é objecto artístico.
Pode parecer filosofia a mais mas num país de modas e amiguinhos é fácil as artes performativas andarem à volta de umbigos e isso não é bom para ninguém. Nem mesmo para os próprios umbigos.

Anónimo disse...

és mesmo chato.
Isto aqui não é para discutir nem reflectir, mas sim para promover a imagem do dono do blogue. E que está a correr muito bem, principalmente com chatos como tu que promovem discussão e polémica.

Anónimo disse...

Esta escolha de espectáculos revela uma limitação de orizontes e uma parcialidade artística com tendências estéticas específicas que não fica bem a um hipotético crítico.

sandrinha disse...

gostava de saber quais são os espectáculos que o chato e os dois anónimos seguintes gostaram de ver este ano. obrigada.

chato disse...

Eu não gosto de ver nem dança, nem teatro, nem cinema, mas vejo muito na esperança de gostar. Nunca gostei de espectáculo nenhum. Há uns que me divirto e outros que penso sobre eles mas não posso dizer que goste. Gosto de estar em palco mas acho que se fosse público também não ia gostar dos espectáculos que faço.
Quanto ao anónimo que me acusou, eu nem sei quem é o tal tiago e ainda não consegui provocar nem discussão nem polémica. Sou apenas chato e insatisfeito.
ciau

Anónimo disse...

então vai chatear para outro lado