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domingo, agosto 05, 2007

Petição contra saída de Dalila Rodrigues reúne diversos nomes das artes visuais

A petição assinada pelo grupo de Apoiantes de Dalila Rodrigues, ex-directora do Museu Nacional de Arte Antiga, pode ser assinada em http://www.petitiononline.com/Dalila/petition.html e já reuniu, até ao momento, mais de 560 assinaturas. Entre elas estão nomes de artistas, curadores, críticos, investigadores ou outros nomes ligados à cultura como Gil Heitor Cortesão, Miguel Wandschneider, Augusto M. Seabra, André Dourado, Vasco Araújo, Delfim Sardo, Manuel Graça Dias, Eduardo Souto de Moura, Anabela Mota Ribeiro, Nuno Crespo, Daniel Blaufuks, Xana, Pedro Valdez Cardoso, Pedro Barateiro, Manuel Costa Cabral, Pedro Tudela, Ana Pereira Caldas, António Lagarto ou Noé Sendas, que dizem ter-se o MNAA sob a direcção de Dalila Rodrigues posicionado "como uma instituição aberta, dinâmica e capaz de responder às necessidades do seu tempo, cumprindo melhor a sua missão de preservar, divulgar e educar".

Acrescentam ainda que esta demissão recente prossegue "a prática dos actuais responsáveis do Ministério da Cultura", nomeadamente: "promover a obediência, concentrar a decisão, controlar ideologicamente as instituições. No presente caso, com total desrespeito pela competência, pelos resultados, pelo arrojo. Estamos, assim, confrontados com uma mistura de autoritarismo e autismo, de populismo e controlo". Contra aquilo que apelidam de "centralismo e falta de visão de futuro" e pugnando pela "competência, o rigor e a determinação dos responsáveis certos no lugar certo", os assinantes exigem um museu capaz de "seguir o caminho que permita uma maior ligação à comunidade científica, prestar um melhor serviço ao público, desenvolver um plano educativo e de divulgação mais consistente, ter flexibilidade e construir laços com parceiros mecenáticos e institucionais".

quarta-feira, agosto 01, 2007

Dalila Rodrigues demitida por discordância de política do governo (actualizado)


O Ministério da Cultura demitiu hoje a directora do Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA), Dalila Rodrigues, por "discordância do actual modelo de gestão dos museus nacionais, tutelados pelo IMC, e por ter exigido condições para continuar no cargo, nomeadamente a autonomia financeira e administrativa", escreve a LUSA. De pouco valeu o aumento de público no museu, reagiu indignada Dalila Rodrigues"as receitas também, e foram realizadas obras de remodelação urgentes porque consegui mecenas para as fazer". Verba essa que o próprio MC achou por bem distribuir por outros museus, apesar de ter sido negociado directamente, e para o MNAA, entre a agora ex-directora e o Millenium BCP.

Vergonha. Muita vergonha. Ou falta dela no MC que ainda ontem, na inauguração da nova exposição, abraçava, beijava e elogiava Dalila Rodrigues.

Foi convocada para hoje, quinta-feira, às 19h00, uma vigília de solidariedade para com a ex-directora, à porta do MNAA

terça-feira, fevereiro 27, 2007

Movimento lança petição contra a privatização do Teatro Aveirense

Já se tinha imaginado que a opção de Rui Rio ao privatizar o Rivoli abriria uma Caixa de Pandora e à primeira oportunidade essa ideia de demissão de responsabilidades seria copiada pelo resto do país. Já antes se tinha falado aqui na hipótese aventada pelo Pelouro das Finanças da Câmara Municipal de Aveiro (CMA) em privatizar o Teatro Aveirense, recuperado com dinheiro do Ministério da Cultura ao abrigo do programa da Rede de Cine-Teatros Municipais, e cuja programação é, aliás, alvo de apoio do Instituto das Artes/Delegação Regional do Centro. Agora, um grupo de interessados, aveirenses e outros, fazem correr um abaixo assinado onde denunciam que "a privatização do Teatro Aveirense servirá apenas os interesses de alguns, contribuindo drasticamente para a eliminação de toda a expressão cultural que não dê lucro, para a estigmatização das ofertas culturais em função de critérios do lucro fácil; as associações e grupos culturais de Aveiro, que não tendo vastos recursos financeiros, deixarão de ter a possibilidade de expor os seus trabalhos, perdendo um espaço para levar ao público de Aveiro, quer novas formas de expressão cultural, quer expressões artísticas que tentam preservar a memoria de um povo". E pedem à CMA "que assuma o seu papel de agente dinamizador da cultura em Aveiro, em todas as suas vertentes expressivas, utilizando para o efeito este espaço de excelência existente no concelho". Assina-se aqui.