sexta-feira, fevereiro 27, 2004

Sessão contínua III

Lost in Translation



Coisa secreta. Coisa nossa. Coisa simples. Coisa bonita. Coisa singela. Coisa estranha. Coisa entranhada. Coisa distante. Coisa que choramos. Coisa que sorrimos. Coisa que vemos. Coisa que conhecemos. Coisa que exaspera. Coisa que comove. Coisa que reconhecemos. Coisa tua. Coisa perdida. Coisa dita. Coisa minha. Coisa para mim. Coisa que não te dou. Coisa que espero. Coisa que te ofereço. Coisa que te peço. Coisa que disfarço. Coisa fora. Coisa aqui. Coisa outra vez. Coisa sempre. Coisa dentro. Coisa-pele. Coisa sim. Coisa.

Que voz tem a tua língua?
Que ouço quando me falas?
Que digo quando te vais embora?
Que era antes de ti?
Que és aí ao lado?
Que mão segura a minha?
Que sabe o beijo que te quis dar?
Que cantas?
Que vês?

Agora tens-me. Agora não.
E agora?
Sessão contínua II

21 grams



Diz o Tiago Araújo sobre a cor deste filme: "A cor, nas tonalidades certas, no volume certo, pode salvar uma história. Em 21 Gramas, o grão ligeiro da imagem confere uma grande profundidade às cores e aos personagens. E as cores profundas de uma paisagem urbana intimamente americana libertam um filme onde se parecem conjugar demasiadas construções recicladas de outros filmes: a estrutura narrativa, muitos dos pormenores da história. Sean Penn, Benicio del Toro, Naomi Watts, mergulham profundamente na cor. "

Tal como noutro filme, também aqui a cor assume papel primordial e parece que define melhor as personagens que os outros elementos que nos vão sendo dados. Na verdade, este dispositivo nem sequer é novidade. Já em Traffic a fórmula era utilizada, mas se ali as histórias aconteciam paralelamente e a determinada altura se juntavam, aqui, o dispositivo permitiria ser consequente, ou seja: contar uma e depois outra e depois outra. É que não há mais história depois desta que é contada. E isso sente-se. Sente-se que a formula encontrada para contar a história existe para a suportar e não o contrário e esse efeito anula a surpresa, o climax, a tensão... poder-lhe-íamos chamar o anti-climax já que tudo se prevê, tudo se desconfia, tudo se liga. O filme é deixado ao abandono da força das interpretações e toma-se nelas para não dar mais. É pena, e é pena porque gostávamos de acreditar que o filme é mais importante que as personagens e que elas só existem porque se quis fazer desta uma história.
Sean Penn é portentoso, mas é-o sempre. Entre Mystic River e 21 grams , a escolha é difícil creio, mas entre um pai traído e um homem perdido, escolho o primeiro. Naomi Watts é secreta, entusiasmante, difícil e perturbadora. Benicio del Toro é pesado, presente, impenetrável e ambíguo. Mas depois, mergulhados na cor, são deixados sozinhos. E a isso olhamos desconfiados.

Das razões teóricas e das forças filosóficas subjacentes, pouco sinto. Há o caos, mas até ele procede a uma norma. Marx, aqui, não tem razão. Quando se aproxima o caos, tentamos fugir. E quando não se sabe sair do caos, fica-se nele. E nele, há duas soluções: a implosão e a explosão. Aqui ficam a meio termo. Quase que se quer acreditar que o último suspiro de Sean Penn é de alívio. Implodiu. Os outros ficam. Mas sem nada para dizer. E nós ali tanto tempo a querer ouvir.
Sessão contínua I

Monster



É um filme confuso e ambíguo este Monster. Se, por um lado não vai além do boneco e da pincelada a traços largos de uma história, por outro não nos permite sequer escolher entre compaixão ou nojo, pela figura que Charlize Theron interpreta. Talvez se formos por partes: de facto, quando os actores se transformam completamente, é dificil acreditarmos que há algo mais para além da máscara. Há excepções, claro: DeNiro (Touro Enraivecido), Day Lewis (O meu pé esquerdo), Di Caprio (What's eating Gilbert Grape?) e depois, quando há mulheres as máscaras são mais interiores. O nome que me vêm à cabeça é sempre Meryl Streep que se transmuta mas não se acredita que aquilo não lhe saia com quem bebe um copo de água. Ora o caso de Charlize Theron é impressionante por isso mesmo, ambíguo quanto baste para nos fazer confundir o exagero da personagem e a necessidade de credibilidade.
As suas curvas e pele cor de areia, lábios húmidos e olhos verdes inebriam, mas onde estão eles? Neste fime foram rapados, engordados, encardidos, mal tratados... em nome da transformação completa. Consegue-o? Sim, parece-me. A primeira vez que a vimos saltamos da cadeira. E saltamos porque antes ouvimos a voz dela, quente e sensual, mais engrossada e cínica. mas ainda assim suficientemente reconhecível. Depois o choque. É bom que não se chegue atrasado ao filme. Molhada, seca, para lá do desespero. Depois Theron perde-se, por vezes, em gestos e trejeitos mais rudes e pouco críveis que nos fazem desconfiar da necessidade dos mesmos e dizemos: oh, estava tudo a correr tão bem, não te faças aos prémios rapariga...

Se há um filme que a suporte e alivie tamanho peso, a resposta é que não há. E isso parece-me assumido. Não há filme para lá da personagem de Charlize Theron porque a ideia é ela ser o filme, a razão de ser, o fim e o princípio. Assim, faz sentido uma interpretação onde não há história? Faz sentido criar-se uma ficção quando se quer mostrar uma realidade? Qual o sentido de um filme - logo uma ficção - se nos quer remeter para a realidade. Ora, aqui é que a confusão se instala. Não é um filme redentor, que procure a compaixão ou entender as razões. E quando tenta a explicação, logo nos mostra a irracionalidade. A única pena que pode causar é o facto de desejarmos que ela seja apanhada para que não sofra mais. E isso não é sofremos por ela, é sofrermos com ela. E isso nem nos choca. Aillenn Wuornos não é uma mulher que possa estar à solta, à deriva... precisa ser controlada porque não tem nada, não lhe resta nada e ela não sabe estar sozinha, cuidar de si, ser adulta. E é aí que temos pena. Não por ela ter sido violada, espancada, ignorada, ter falta de amor. Mas por não ter força de sobreviver. E aí, nós podemos perceber que às vezes não basta encontrar forças onde elas não existem. Às vezes não se é capaz de mais.

É nessa altura, que coincide com o final do filme, que Aillen Wournos diz à amante Sellby (inexpressiva, mimada e inconsequente Christina Ricci) que tudo o que fez foi por amor e que assumirá todas as culpas. Que mesmo que ela não perceba porquê - porque nunca ninguém percebe a importância que pode ter para nós determinado olhar, só a presença, a palavra certa - o amor falará mais alto. E isto é feito sem consessões à piedade, ao sentimento... o olhar frio está lá, a certeza está lá, a razão está lá. A confusão instala-se. O que se deve sentir por uma muler assim? O que fazer a uma mulher assim?

Acabou o filme e eu saí da sala. Mais à noite apercebi-me que ainda carregava o peso dessas questões. Quase que sentia a sujidade do corpo dela no meu.

quarta-feira, fevereiro 25, 2004

O "xoxo" da amizade, update

Primeiro o Bruno contou da sua experiência, depois, esmiuçaram-se argumentos: aqui, aqui e aqui. Resumindo, agora que a primavera começa a despontar, sugiro, Bruno, que se abram os lábios e se deixe entrar o resto do corpo. A amizade também se entrega, assim, de lábios húmidos.
O poder das imagens

Ter aprendido a colocar imagens neste blog, libertou-me de pensar o que escrever, mas coloca-me outra questão: dirá a imagem tudo o que quero dizer com ela? Substitui o quê pelo quê?

terça-feira, fevereiro 24, 2004

Diz-me quem escondes, dir-te-ei quem és...
Carnaval em Veneza



A lei dos amantes (18)

As relações são como espelhos. Alguns deles retrospectivos.

segunda-feira, fevereiro 23, 2004

Para os dias de chá com chuva e vento:


Equador no prato

Ainda sobre leituras no Equador, de MST, diz o Pedro: O desenlace de gema e clara é interessante, não há lamechices de pinto frustrado. Se não pode comer pão de mafra e fumeiro de barrancos e não gosta de bimbo ou panrico opte pelo meio termo - consuma o Equador. Palavra de ervilha. Segue...
A lei dos amantes (17)

Onde está a fronteira entre "eu quero" e "eu preciso"?

sábado, fevereiro 21, 2004

Vou a tua casa



Ele entra pela porta comum e olha-nos como se fôssemos nós quem deveria dizer a primeira palavra. Os papéis estão invertidos. Avança pela casa, dispõe-se, constrange e vai às paredes ouvir a nossa voz... a que deveria dizer qualquer coisa; a que se silencia para o ouvir. Depois, invade um espaço que já não reconhecemos, revolve os objectos, devolve-os com a sua marca e pergunta se queremos o que queríamos dizer. Estamos mudos. Convida-nos para dançar, serve-se de uma bebida, mostra-nos fotografias, abre as janelas, rouba o ar da rua e oferece-nos algo nosso embrulhado em papel e fita. A surpresa deste gesto; o desembrulhar de algo que já era nosso imprime ao acto uma energia e inocência que encontram reflexo na forma como nos foi olhando ao longo do tempo. Depois vai-se embora, sem dizer palavra. Ficamos ali, na nossa casa, na nossa sala, com o nosso ar cheio da sua presença... os papéis colados na parede, as luzes acesas, o perfume nas dobras do sofá, nas linhas da mão, no nosso sorriso incrédulo. Quanto tempo fica em nós a marca de outra pessoa?

Rogério Nuno Costa desenvolveu o espectáculo Vou a tua casa, porque queria conhecer Lisboa; queria proteger-se da cidade que o acolhia. Entrou em casas e apartamentos, vivendas, quartos e mansões. Foi-se espalhando pela cidade à procura da forma das palavras amo-te, eu, tu... Somos nós quem o convidamos, como quem convida um amigo a jantar, à hora que quisermos, no dia que mais nos apetecer, com mais pessoas ou só com íntimos. E o Rogério chega, de saco às costas e leitor de cd’s na mão, apresenta-se, quer nos dizer para sermos naturais, continuarmos com o que estávamos a fazer, infringir todas as regras que se têm que cumprir numa peça de teatro. Aqui, em nossa casa, não é preciso fingir. Não se finge para os amigos. Como alguém que já pertenceu ao nosso espaço, ele procura a sua própria memória e nós envergonhamo-nos de termos deitado fora as suas marcas, como se faz quando nos despedimos para sempre de alguém. Mas ele voltou. Voltou para ver como estávamos, se tínhamos sentido a sua falta, para mostrar que está bem, vivo, feliz... e que nos leva com ele de casa em casa.

Se fosse só teatro, o Rogério ficava para os aplausos, fazia descer a cortina, limpava a maquilhagem, arrumava os adereços e voltava no dia seguinte. Mas Vou a tua casa não é só teatro... é um pedacinho de verdade, de entrega, de paixão, de procura, de memória... de amor. É a forma como olhamos para as nossas coisas e nos recordamos do exacto momento em que lhes pegámos pela primeira vez. É, em suma, um presente para ser descoberto e que antes de ser rasgado pode conter lá dentro o mundo. Ele não fica para os agradecimentos... entrega-nos ao espanto e à surpresa desarmante. Desarmados.

Todos os espectáculos são diferentes porque cada casa é uma relação, uma memória, uma vida. E nós acreditamos que ele faz aquilo só para nós, como quando achamos que só nos dizem amo-te a nós. É por isso que quando o Rogério escreve amo-te nas folhas presas na parede, nós nos emocionamos, porque aquelas letras têm a forma e o som da mais bela voz a dizer-nos é só para ti.

Felizmente, o Rogério não terminou, como tinha planeado, o espectáculo no início do ano chinês. Estende-se até 12 de Março, a qualquer hora e dia, para terminar numa sessão especial no novo espaço do CEM, onde, acreditamos, o coração dele explodirá e de lá sairão todos os nomes, os rostos, os sorrisos de quem ele visitou. Aí, confrontados com a mesma história, poderemos sentir-nos tranquilos. Não fomos sozinhos na escolha. Estamos, também, ao nosso lado. E ele a ver. Porque, quem escolhe também é escolhido.

Informações
Marcação prévia: 91 640 99 98 ou rogerionunocosta@sapo.pt
PREÇO
10€.

Aqui também pode ler sobre este espectáculo. Aqui, sobre o anterior que vi do Rogério.

Chuva

ping...
ping... ping...
pingping...
pingpingpingping...pingpingpingpingpingpingpingpingpingpingpingpingpingpingpingpingpingpingpingpingping...


Chove em Lisboa.

Imagens e Comentários

Estou feliz. Este blog passa a ter imagens e regressam os comentários.. Devo-o ao Pedro, que pacientemente me foi explicando como se fazia.
Tentativa pictórica I

Rapariga com brinco de pérola


sexta-feira, fevereiro 20, 2004

Rapariga com brinco de pérola


Eu sei que se tocasse
com a mão aquele canto do quadro
onde um amarelo arde
me queimaria nele
ou teria manchado para sempre de delírio
a ponta dos dedos.

Pintura (Ferreira Gullar)


Há uma certa luz que nos invade, no espaço que nós invadimos. Uma luz que tem música, cheiro, sabor, sentido, forma... Há uma luz imensa que nos enche e que reconhecemos como quando nos vemos no espelho; uma luz distante e, ao mesmo tempo, que nos esmaga, como se nos obrigasse a respirar menos, para ocuparmos menos espaço; uma luz cheia; uma luz viva. Há uma luz que é tudo, tão silenciosa quanto discreta. Uma luz que sempre esteve lá, mas que nós já não vamos ver. Uma luz divina.

Falo da luz de Rapariga com brinco de pérola porque é dela que nos recordamos quando saímos do filme e é nela que reparamos desde o primeiro momento. Na verdade, quase que poderíamos arriscar afirmar que o filme de Peter Webber pouco mais faz que nos ofertar um pouco dessa luz e tanto assim é que o filme parece fundir-se na escuridão do excesso do peso que a luz encerra. Figurinos, adereços, paisagens, personagens, música... tudo é levado ao extremo de dela partir e a ela regressar. Pouco mais sobra deste filme. Não há personagens reprimidos, há personagens esmagados contra o peso de uma intenção – as personagens são esboços já de si distantes, pois tratam-se de especulações. Não há figurinos, há tons mais ou menos destacados e organizados, tal como os adereços, numa escala gradativa de tonalidades representativas e facilmente identificáveis – a escuridão da cave, a penumbra quente da cozinha, o pastel do tédio dos quartos e o excesso do estúdio, mais perto do céu, mais perto de Deus.

A biografia ficcionada do quadro de Vermeer deixa de existir para nos mostrarem um tratado da bela iluminação para cinema a fazer as vezes de um naturalismo exacerbado e até oco. A anedota em que se transforma o filme, passado o encanto de vermos a luz a carregá-lo às costas, contraria a intenção do próprio Vermeer que, no entender dos especialistas, renunciou às naturezas – mortas compostas e deu-lhes a vida cristalizando momentos. Daí tudo nos parecer passível de ser um quadro. Daí a originalidade de Vermeer voltar a ser anedota nas mãos de quem mais não viu que a luz. A luz pode ser muita coisa, mas não é, com certeza, tudo. E não é, sobretudo, a desinspiração, o enfado, a estética pela estética...

O problema maior do filme de Peter Webber é ter acreditado que bastaria recriar cenograficamente o ambiente – só lá falta o cheiro – para nos fazer entrar dentro do universo da Holanda do século XVII. Como exemplo de como a pintura pode servir o cinema, cite-se “A Inglesa e o Duque” de Eric Rohmer, que faz dos quadros cenários e das personagens objectos pintados. Mas esses existem, aqui não. Aqui, cada gesto é um possível quadro; cada frase um gesto. De um gesto ao outro vai a distância de uma pincelada de Vermeer. Tenho, para mim, que Vermeer seria mais acutilante que a representação que dele fazem neste filme. Basta olhar para o rasgar de olhar que a sua pintura oferece sobre o quotidiano; como de repente, estamos lá dentro, somos nós, estivemos ali, estamos ali. Neste filme, a escancarada porta assusta-nos porque ameaça prender-nos. Nos quadros de Vermeer nós sabemos que há uma acção, um movimento, uma intenção. Aqui, resume-se tudo à contemplação. E o olhar, esse, perdeu-se há muito para outros sentidos.

Rapariga com brinco de pérola é, em suma, um fraco filme com potencialidades não exploradas. Há um momento em que Griet (Scarlett Johansson) pergunta à mulher de Vermeer se deve abrir as janelas, pois, se o fizer, a luz do estúdio será alterada. A resposta positiva da mulher do pintor é o mesmo sinal negativo que o realizador nos dá. A invasão do espaço sagrado da concepção foi violenta, abrupta e disruptiva. De facto, a luz será alterada, os quadros não serão mais os mesmos, as representações serão mais expostas. E era na penumbra do conhecimento que gostaríamos de ter ficado. Não percebeu que gostaríamos de ter percebido mais, de ter amado mais, de ter gostado mais. Gostaríamos de ter percebido, amado e gostado mais sim se, a entrada nos quadros não tivesse sido pelo aspecto mais gratuito, fácil e óbvio: a necessidade, aqui, não aguça o engenho. Antes o trava. E a descoberta dos pormenores nos quadros de Vermeer faz-se numa escalada de luz, também ela, ganha com sacrifício e atenção. Quanto mais olharmos mais vemos. Aqui, quanto mais olhamos, menos vezes abrimos os olhos, porque a vontade, o sonho e o desejo é mergulhar, sem mãos, ajuda ou apoio nos quadros mortos que carregam vivos.

No final do filme, Griet regressa ao ponto de partida depois de ter visto a luz. Nós, nunca saímos do mesmo sítio. A luz não se explica, sente-se.
Publicidade paga (ou em causa própria)


WORKSHOP de PRODUÇÃO DE ESPECTÁCULOS

O PAPEL DO PRODUTOR NO PROCESSO DE CRIAÇÃO

com Tiago Bartolomeu Costa
Local: Delegação Regional Instituto Português da Juventude
Via Moscavide lote 47 101, Lisboa (Parque das Nações)
N.º de horas: 22
Datas: 09 a 27 Março
Horários: terças e quintas: 19h – 21h (sábado 27: 15-19h)
Preço: 60 €

Informações: 96 550 9 550
tiagobartolomeucosta@hotmail.com





Blog para que te escrevo

O Luís Ene abriu um concurso de literatura para blogs. Os caminhos vão deixando de ser cada vez menos virtuais. E que bom...
O fim... ou o princípio de outras eras

O Pedro Lomba, da Flor da Obsessão, foi a primeira pessoa a enviar um e-mail para este blog. Depois ouvi-o dizer no EIB que escrevia no blog porque precisava... agora vai acabar com a sua flor. Decepa-a no final da semana. Este fim de semana. Para que possa ser plagiado, copiem-se os posts elucidativos que escreveu ao longo dos tempos. Adeus Pedro.
A voz dos deuses

Durão Barroso falou à hora dos telejornais do almoço (correndo o risco de fazer engasgar os comensais) acerca do cumprimento das normas europeias. Que caminhávamos no sentido certo, considerados e orgulhosos. Eu só me consegui lembrar das faltas de respeito francesas e alemãs, das medidas extraordinárias, das dificuldades acrescidas...
Em notas de rodapé, os telejornais falavam da subida dos níveis de desemprego, das listas de espera nos hospitais, da violência nos estádios... Caminhamos, de facto mas para onde?
A explicação

Vem tudo explicado no Inimigo Público, da responsabilidade destes:

SANTANA PADECE DE AMBIÇÃO MÓRBIDA:

"Caracterizada por um apetite desmesurado do próprio ego por cargos públicos. a Ambição Mórbida tem em Santanma Lopes o rosto mais visível desta enfermidade. No intuito de satisfazer o seu apetite por lugares de proeminência, o paciente vai acumulando todas as funções que a vida pública lhe pode oferecer: câmaras municipais, clubes de futebol, preseidencias da República, master of the universe, etc. Os sintomas exteriores da doença manifestam-se através de entrevistas televisivas, artigos de opinião, lançamentos de livros e cartazes auto-promocionais. A Direcção Nacional do PSD tem um dinheirinho posto de parte para a operação e aguarda apenas a chegada a Portugal de uma marquesa que aguente o peso do ego de Santana. Uma marquesa de hospital, bem entendido."