sexta-feira, setembro 29, 2006

Jornal Público confirma Rui Sérgio para o Trindade

O jornal Público, na sequência do que o Diário de Notícias tinha ontem anunciado, confirma [sem link] que Rui Sérgio, sub-director do Teatro da Trindade (TT) desde 1999 e director artístico do Teatro Aveirense (TA) desde 2005, altura em substituiu o coreógrafo Paulo Ribeiro, será o próximo director do TT, na sequência da demissão de Carlos Fragateiro, que acumulava este com a co-direcção do Teatro Nacional D. Maria II (TNDMII), ao lado de José Manuel Castanheira.

Segundo o Público, a direcção do Teatro Aveirense solicitou um parecer ao Ministério da Cultura (MC) sobre eventuais impedimentos para a acumulação, mas o MC, através da sua assessora de imprensa, Maria do Céu Novais, garantiu ao jornal não haver "incompatibilidade porque o ministério não tutela o Aveirense, apenas apoiou a sua reconstrução através do Programa Operacional da Cultura (3,4 milhões de euros)". Contudo, tal não corresponde inteiramente à verdade, uma vez que através do Programa de Apoios Sustentados para projectos Pluridisciplinares e Transdisciplinares, do Instituto das Artes (IA), o TA recebe 195 mil euros por ano para a sua programação. Verba, aliás, só possível dado o currículo de Rui Sérgio, que garante o cumprimento do regulamento que obriga a um mínimo de cinco anos de experiência de programação. Ainda segundo o Público, Maria da Luz Nolasco, directora do TA, refere que Rui Sérgio " já era director do Trindade sem o ser", o que torna ainda mais sinistras e complexas as declarações de Carlos Fragateiro, que aos jornais garantia ontem não fazer sentido encontrar-se um novo director para TT, uma vez que este se encontrava em fase de preparação para obras. Motivo pelo qual o MC estendeu o prazo de acumulação, legitimando a joint venture TT/TNDMII/Teatro da Politécnica/INATEL.

Segundo o Correio da Manhã de hoje (link na secção de cultura, com dificuldade de abertura), Carlos Fragateiro, para além de assumir que tem a intenção de juntar o TNDMII, o TT, o Teatro da Politécnica e o INATEL - como, aliás, tinha eu próprio denunciado aqui, e confirmando o desejo antigo de passar o TT para a alçada do MC -, garante ter proposto como valor de indemnização pelo cancelamento das duas peças do Teatro Praga (ler aqui notícia do DN e entrevista a Pedro Penim), 40% do valor solicitado pela companhia. Segundo o Teatro Praga confirmou ao blog, não querendo no entanto precisar valores, a soma indicada por Carlos Fragateiro ao Correio da Manhã, e apresentada à companhia, está longe de cobrir as despesas de produção entretetanto decorridas para as peças canceladas.

18 comentários:

Anónimo disse...

Caro Tiago Bartolomeu Costa

Tomei conhecimento desta sua angelical iniciativa pelo jornal Público. Parece que é este o repositório de importantes argumentos que alimentam igualmente relevantes polémicas.

Desculpe mas não sei quem o senhor é. Sei que escreve umas críticas (de dança, não é?) mas não sei se alguma vez dançou ou coreografou.

O que sei, porque está aqui escrito, é que escreve sempre sobre as mesmas pessoas (aquele rapaz... o Tiago Guedes, o outro menos rapaz, o Fiadeiro, e aquela rapariga... a Vera). Gente que, pelo que sei, suga bem no IA! E olhe que eu nunca tinha percebido bem para onde ia o dinheiro mas agora já fiquei a saber do tal Re.Al (não têm muita gente a trabalhar por lá, pois não? É tudo para eles?) e que dão umas perninhas na Culturgest (isto cheira-me que é influência sua) e que o tal Tiago Guedes está em residência artística em França (são os chamados apoios públicos ao serviço da ubiquidade).

Fico contente também por saber que foi a França escrever sobre o tal rapaz Tiago Guedes e reparei que fez aqui o post do seu texto como se tivesse saído numa revista estrangeira, escrito por um francês qualquer. Olhe que até fiquei a pensar umas coisas...

Mas... são os seus amigos não é???

Lendo melhor o seu blog, percebo que tem outros amigos (porque o escreve aqui): o António Largato, o Seabra, o Salavisa, a Casa Conveniente, o Teatro Praga...

Notei até que gostava de ser amigo do Diogo Infante...

Fico contente por saber que os vai ver com frequência e que escreve bastante sobre eles. Fiquei contente também por perceber que nestes 3 anos de blog também foi ver outros espectáculos que não apenas os dos seus amigos (diz aqui que foi ver a Olga, a CNB e o Benvindo). Vá lá...!

Fiquei a saber também que tem inimigos! Só não percebi se os vai ver também.

Percebi sim que eventualmente o Nacional deixará de programar a tal rapariga Vera Mantero, naquelas coisas do salão nobre, e o tal rapaz Tiago Guedes (como pelos vistos o fez o seu amigo Lagarto). E você chateou-se, claro!

Isto para lhe dizer, portanto, que fiquei com a impressão de que acorda todos os dias com a crítica um bocado enviezada.

Você nem deve ser mau rapaz! Mas nao seja conservador! Sabe... os amigos não estão sempre na mó de cima!

Vá lá! Pense um bocado! Seja um bocado imparcial! O que me diz do texto do Salavisa de introdução à programação do São Luiz??? Isso não lhe fez confusão??? Porquê? Porque é amigo?

Olhe que o texto é uma descrição minunciosa do percurso curricular do umbigo do Sr. Salavisa. E não contém uma única referência aos critérios de programação do dito Teatro.

E você não viu... Ou não leu... Ou não quis nem uma coisa nem outra!

Diga-me lá o que acha!

Arrisque!!!

Anónimo disse...

ahahahahahahahah
antónio marques pereira

PS: ó anónimo, esqueceste-te de colocar o amigo Quadrio, outro portento da intelectualidade fascinada pela lantejola!

Anónimo disse...

Bem!!!!

Não quero usar o termo inveja, mas se há coisa que distorce a visão da realidade....

Não sei se ajuda, mas... existem 2 Tiagos Guedes, um coreógrafo eficazmente colocado no circuito internacional (honra seja feita ao seu trabalho e à equipe de produção da Re.Al) e um cineasta, agora encenador, Tiago Guedes de Carvalho (irmão do pivot Rodrigo). Cada um deles com um trabalho regular, que pessoalmente não aprecio, mas reconheço que andam por aí a esforçar-se.
Concordo que o anjo ande a promover aqui algumas entidades, para mim, desconhecidas e uns vê-se mesmo que são os "amiguinhos", mas "so what"? Façam outros, outros blogs!
Cada um faz o que quer da vida, não adianta estar sempre no queixume! Qual é o vosso problema com a Vera e com o João F.? terem entrado para os anais da história da dança contemporânea europeia?
Se quiserem "malhar" a sério em alguém, malhem no Alexandre de Melo, um homem com demasiado poder e dinheiro na mão, conselheiro do sr Primeiro, para além de acumular tudo o que é cargo e título e roubar dinheiro ao ministério da Cultura para fazer feiras de charme e vender status por aí. Conhecem o seu livro "O que é a Arte?". É a coisa mais feia que já li sobre a dita, infelizmente diz muito mais sobre o carácter do seu autor e da sua visão economicista da realidade do que qualquer outra coisa. Se ao menos quem tem poder consultasse os "agentes" no terreno... É verdade que o orçamento do I.A. vai perder novamente baixar? Quanto? Era importante saber. Por este andar em vez de abanarmos quem interessa vamos andar a discutir as miseráveis capelinhas. Porque sugar no I.A. só se for no tutano, aquilo já não dá nada mesmo!!!

Anónimo disse...

Caro Homónimo Anónimo

Lamento informá-lo que errou o alvo! Não sou gestor cultural nem profissional do meio... nem invejoso! :-)

Sou espectador (participante), leitor (tomo notas) e contribuinte (sofredor).

Sabe que anda aí um assunto muito "na berra", chamado "boa governação", de que se fala a respeito de sociedades cotadas em bolsa e que o nosso PM quer levar ao sector empresarial do Estado (vem no Programa do Governo e está descrito em www.oecd.org).

Esta coisa da "boa governação" (que anda, naturalmente, distante quer dos palcos quer dos bastidores portugueses) já levou, por exemplo, em Espanha, a que quem viva em união de facto (para não falar em união conjugal... que está ultrapassada) com um administrador de uma sociedade "pública" tenha que declarar se comprou ou se vendeu, quando e por que preço, acções da sociedade que o dito administra.

Ou seja, a participação (nomeadamente financeira) dos cidadãos nas instituições começa a ter (finalmente), como retorno, um reforço da informação que lhes deve ser prestada.

Um dos aspectos centrais da "boa governação" consiste na transparência dos conflitos de interesses.

Se eu transpuser o tema para o conteúdo deste blog e para as respectivas implicações, se calhar a coisa torna-se mais clara.

Não acha que como cidadão, ficaria melhor informado e mais apto a participar e decidir se soubesse (porque deveria ter sido mencionado na notícia publicada no Público) que o autor deste blog, citado como fonte indirecta da notícia, é amigo do anterior director do TNSMII?

Imagine que os responsáveis das instituições culturais públicas começavam a ser obrigados a declarar quais os conflitos de interesses que têm com as entidades com as quais contratam. Não era engraçado?

Eu sei que esta "linguagem" passa ainda "ao lado" a muita gente. Mas se os miseráveis apoios públicos, em vez de servirem para financiar autênticas manifestações masturbatórias mascaradas de criação artística, contribuissem para efectivamente agitar as consciências e gerar mecanismos de participação, seriamos todos certamente mais livres.

Parece que se fala disto a respeito da "responsabilidade social" das artes.

Os "amiguismos" que constantemente se degladiam nas as artes... e, ao fim e ao cabo, na cultura (não acontece só por cá), são, na minha opinião, o resquício do conservadorismo que os nossos profissionais do meio tanto se esforçam por combater mas que inevitavelmente respiram.

Ou seja, estamos ainda prisioneiros da nossa própria (in)cultura!

Com apoio público!

Ah!

E quem tem telhados de vidro... não devia mandar pedras!

Ou então diga quem é o vidraceiro!!!!

Anónimo disse...

E porque não se assumem estes anónimos?
Falar "escondido" é muito, muito fácil...
Quem não deve não teme!

Arq. Madalena Santa-Marta
nº contribuinte: 201219905

Anónimo disse...

Quanto a mim, estou mais do que assumido! Pode acreditar... :-)

Anónimo disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blogue.
***** disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blogue.
Anónimo disse...

O plano Fragateiro está a correr sobre rodas... e ninguém faz nada???

Anónimo disse...

Plano Fragateiro??? O que é??? Dá descontos nos impostos?

Anónimo disse...

também quero um teatro... o q é preciso fazer. Cartaxo, Montijo, Aveiro, Nacional ou Trindade, redes de teatro, qq coisa... onde é que se tira a senha. Eu até digo que sou do PS se for preciso.

Anónimo disse...

é pá... calma aí, metam-se com quem quiserem mas dizerem mal do funcionamento em Rede? Eu não quero ter de viver em Lisboa para assistir a espectáculos... fiquem-se com as vossas guerras intestinas que o que eu quero é espectáculos a circular!

Anónimo disse...

ninguém disse mal das redes mas sim de quem está à frente delas.

Anónimo disse...

pois... não é ninguém de lisboa... é por serem os municipios? é por serem os directores dos teatros municipais? Sabes o que é uma rede, o seu conceito? Como rede não tem ninguém à frente... é pá, não sou de lisboa, e só vos peço para nos deixarem em paz, queremos ver espectáculos, pagamos por eles, votamos nas autarquias... bolas, eu até acho graça que discutam as vossas coisas de poder central, mas deixem-nos em paz... quando foi lisboa a mandar, não nos chegava nada de nada, agradecemos as vossas preocupações, mas dispensamo-las!

Falo em nós, os de fora de lisboa, talvez abusivamente :-)

Anónimo disse...

eu também sou de fora de Lisboa. Sabes quais são os critérios de programação? e os de exclusão? ando nisto há muitos anos e fiz redes europeias antes de se saber o que isso era por cá... as redes são maravilhosas quando são estruturadas às claras.

Anónimo disse...

concordo em absoluto! Devem ser às claras! Os critérios de programação são de cada teatro, na minha cidade são explicados... que eu saiba as redes não "mandam" nos teatros...

Anónimo disse...

Ai mas que diálogo auto-fágico... quer ser do interior, seja... quer ser do exterior, seja... não seja é pobre de espírito. Olhe, faça como a outra. Vá ler. Seja culto. Não seja pelintra. AHAHAHAH. Seja culto. Sou tão engraçada.....

Anónimo disse...

como diria o critico tiago: a menina é infantil!
quiducha: eu não quero ser nada, mas como parece que falam com total e absoluto desconhecimento da realidade, entrei em diálogo, bem sei que contra burgueses instalados nada posso... enfim, tentações democráticas. Peço desculpa, a vossa ditadura do gosto segue dentro de momentos!
:-)