quinta-feira, julho 06, 2006

Companhia Instável apresenta-se no Festival de Sintra

A Companhia Instável, sedeada no Porto e dirigida artisticamente por Ana Figueira, apresenta hoje e amanhã às 21h30 em Sintra no Centro Cultural Olga Cadaval, a sua mais recente produção no 41º Festival de Música e Dança de Sintra, cuja programação de dança está a cargo do coreógrafo Vasco Wellenkamp, director da Companhia Portuguesa de Bailado Contemporâneo. Desta vez, e depois de trabalhar com os coreógrafos Amélia Bentes (Portugal), Nigel Charnock (Inglaterra), Jamie Watton (Inglaterra), Bruno Listopad (Portugal), Ronit Ziv (Israel), Javier de Frutos (Venezuela/Inglaterra) e Wim Vandekeybus (Bélgica), apresenta três peças do português Rui Horta, Garden, Nest e With, que assim regressa ao Festival que o ano passado acolheu a estreia mundial de Mute, feita para a Scottish Dance Theatre.

A Companhia Instável existe há sete anos e sustenta-se na paradoxal ideia de descaracterização de um projecto ao apostar no constante re-nascimento, dada a rotatividade dos seus criativos. Responde assim às fragilidades do sector da dança criando novas oportunidades de trabalho para criadores e intérpretes.

Das três peças que compõem o programa, só With é uma estreia mundial, uma vez que a Companhia Instável dá possibilidade a que o coreógrafo convidado opte por trabalhar algum repertório ou crie uma peça nova. Garden foi criado em 2000 para o colectivo holandês Netherlands Dans Theater ll e, segundo o programa "vive de um horizonte onde se recorta um espaço confinado. Os seres que o habitam vivem na ilusão de uma liberdade adiada". Nest, estreado em 2003 pela sueca Norrdans "revisita a questão do espaço e questiona a partilha emocional, a aceitação do outro e a inevitável solidão". Segundo declarações prestadas ao Expresso do passado sábado o coreógrafo fala das três peças como "uma viagem ao fim do amor".

1 comentário:

Jose disse...

Ilustre Editor,


Nestes dias em que apressadamente vivemos, somos quase sempre levados a reagir por algo que nos causa ofensa. Daí escrevermos cartas a reclamar e a acusar incompetência e insatisfaçação por serviços recebidos!

No entanto, hoje essa não é a minha intenção! Pelo contrario é com muito gosto, até mesmo com orgulho q escrevo para lhe dizer que em Portugal também se faz CULTURA com grande qualidade!

Todo este preâmbulo porque assisti a um Grande Acto cultural.

Inserido no Festival de Sintra, eis que assisti à muito ansiada estreia do novo programa da Companhia Instável, com o seu novo coreografo Rui Horta!

Estamos habituados a grandes criações de Rui Horta, mas sem dúvida que estamos perante algo muito especial!

A intensidade das emoções que se vivem durantes estes 90 minutos de pura magia e sonho, deixam-nos perfeitamete exaustos, mas ao mesmo tempo enriquecidos!

Tenho tido o privilegio de assistir a grandes produções, mas tenho que reconhecer que entre tudo a que tenho assistido esta é sem dúvida uma experiência que penso ficará comigo para sempre!

Uma palavra muito especial para a fantástica actuação da companhia mas especialmente para a do jovem bailarino Rodrigo Vieira! Portugal tem neste individuo um grande profissional, um grande bailarino que traz a esta produção momentos de rara beleza! Sem duvida que Rui Horta encontrou um grande interprete para os personagens que criou. O estilo e entrega total de Rodrigo Vieira ao seu papel levam-nos a um mundo cheio de emoções. É dificil conter lágrimas e não viajar com ele nessa viagem de emoções por que passa!

Recomendo e espero q todos possam compartilhar desta fantastica, eléctrica e emocionante viagem!

Porque V.Exa tem responsabilidades na promoção cultural do nosso país peço-lhe q acarinhe esta companhia e os seus elementos e sem dúvida que o desafio a continuar a apoiar e excitar a cultura portuguesa!

A nossa sociedade necessita ser enriquecida com Arte, musica, bailado. Uma nação rica culturalmente estará mais preparada para enfrentar todos os outros desafios que este mundo nos apresenta!

Muito Obrigado!
Jose Augusto