Até que deus é destruído pelo extremo exercício da beleza
de Vera Mantero & guests
Teatro Municipal da Guarda
de Vera Mantero & guests
Teatro Municipal da Guarda
hoje às 21h30

Há corpos compostos por palavras que se transformam em sons que lembram imagens. Há um intrincado discurso sobre a presença do intérprete em palco, o modo como os processos criativos transformam as peças, as expectativas de quem cria, e sobretudo de quem vê, e a inscrição do movimento numa sociedade de hiper-exposição e degenerado consumo. A singular peça de Vera Mantero é um dos pontos mais altos de um percurso que repensa, em vez de recusar, as definições. Os corpos, de aparente imobilidade, embalam-nos numa polémica reflexão sobre a dança, deixando-nos angustiados pela coerência em que se apresentam. [texto publicado no suplemento Y, 29 Dezembro 2006]

