sexta-feira, maio 12, 2006

Fimfa_06

Foto: Jardins Insolites

Os tempos mudam. O marionetista, que outrora queria salvar o mundo, agora já se dá por satisfeito se puder viver do seu trabalho. Por isso sejamos modestos, sem que isso signifique ceder ao derrotismo: façamos actuar as nossas marionetas porque isso é o que nós sabemos fazer, porque temos o privilégio de fazer o que mais gostamos - e porque a nossa recompensa é, e continuará a ser, as emoções que provocamos em tantos corações.

Michael Meschke


Começou ontem mais uma edição do Fimfa_Lx, organizado pela Tarumba - Teatro de Marionetas. Durante 18 dias o 6º Festival Internacional de Marionetas e Formas Animadas de Lisboa ocupa não só vários espaços de Lisboa, mas também teatros em Torres Novas, Montemor-o-Novo e Aveiro.

Até 28 de Maio apresentam-se 16 espectáculos vindos da Bélgica, República Checa, França, Alemanha, Holanda, Espanha, Argentina, Portugal e Reino Unido que, uma vez mais, contrariam a ideia de que as marionetas são só para as crianças. Este ano há lugar tanto para os fundamentalismos (Kamikaze?, Scopitone & Cia, Teatro da Politécnica 23 Maio) como para os bébés (Coucou!, Cie Jardins Insolites, CCB, 17 a 21 Maio) ou os tradicionais Bonecos de Santo Aleixo (Museu da Marioneta, 19 e 20 Maio).

Os espectáculos fogem à ideia de que as marionetas são bonecos com fios pendurados e através do video, dança, teatro, pintura, poesia, espectáculos de rua e as novas tecnologias, dão conta do«reconhecimento crescente que as marionetas têm alcançado no mundo teatral, a sua natureza multidisciplinar e a sua capacidade de adaptação aos meios mais inovadores, sem nunca perderem a sua singularidade».

O festival apresenta ainda workshops e feira do livro temática na Fnac Chiado.

Mais informações: 21 843 88 01 e no site da companhia.