quarta-feira, janeiro 23, 2008

Revista OBSCENA lança número de aniversário em versão papel


A OBSCENA – revista de artes performativas lança o seu número de aniversário, o 9º, no próximo dia 30 de Janeiro, na habitual edição em pdf, disponível no sítio, mas também em versão papel, com 84 páginas e uma tiragem de 5 mil exemplares distribuídos por vários pontos culturais do país.

Quando há um ano apresentámos esta revista prometemos “contribuir para a revitalização do debate, da reflexão exigente, da indispensável intervenção pública (…) enquanto fórum participado, em vez de observatório isolado, combinando crítica, opinião, reportagem, análise, ensaio, fotografia, actualidade e entrevista num conjunto de textos e imagens que possa abrir uma janela para o ar do tempo que se respira”. Um ano e nove números depois continuamos a assinar essa carta de princípios, tendo alargado a reflexão do campo das artes performativas para um plano cultural mais vasto. Nesse editorial de início dizíamos também: “a surge sem promessas”. Reafirmamos essa intenção. Sem promessas não porque as receemos ou não queiramos ser julgados na eventualidade de falharmos, mas porque queremos uma revista permeável ao contexto, absorvendo-o ou devolvendo-lhe novos desafios que surpreendam e joguem com essa expectativa. Gostamos de pensar que a OBSCENA se regenera, reinventa e evolui de número para número. Quando perguntam se é difícil, preferimos dizer: já está feito!

Neste número, que é uma edição especial, a OBSCENA antecipa a apresentação de vários espectáculos que, na sua maioria, se apresentarão nos próximos meses em Portugal, através de perfis e entrevistas a actores, encenadores, coreógrafos e dramaturgos. Entre eles contam-se os nomes, na secção internacional, de Raimund Hoghe, Emma Dante, Christoph Marthaler, Enrique Diaz, Olga Mesa, Ivana Müller e Anne Juren, enquanto que na secção nacional falamos de Alfredo Martins, Joana Craveiro, Francisco Luís Parreira, Old Jerusalem, Lídia Jorge e a Orquestra do Algarve, António Olaio, Visões Úteis e do Teatro Regional da Serra do Montemuro. Mas também cruzamos o nacional e o internacional numa conversa/duelo entre o Teatro Praga e a Forced Entertainment. Porque este é um número especial, decidimos dar mais cartas brancas a artistas visuais do que é habitual, tendo aceite o convite José Luís Neves, Mircea Cantor e Ramona Poenaru. Para além disso a revista conta com as já habituais colunas de opinião de André Dourado, António Pinto Ribeiro, Bandeira, Eugénia Vasques e Mónica Guerreiro.



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