quinta-feira, setembro 15, 2005

A cultura do desperdício II (petição)

A REDE - Associação de estruturas para a Dança Contemporânea e a PLATEIA - ASSOCIAÇÃO DE PROFISSIONAIS DAS ARTES CÉNICAS assinam uma petição, intitulada A Cultura do Desperdício II, contra o actual estado das artes e a sua relação com o Estado (e a sociedade). Escreve João Fiadeiro, director da estrutura Re.Al e coreógrafo [que no sábado passado fez publicar um inteligente e muito assumido texto no jornal Expresso, contra as condições de trabalho propostas pela FARO 2005 para a realização da Plataforma de Dança Contemporânea], no e-mail que me chegou, que este manifesto se insere "numa estratégia de chamada de atenção doEstado para a as questões específicas da dança contemporânea mas que, comotodos sabemos, são transversais a todas as formas de arte. ". O mesmo será publicado amanhã no jornal PÚBLICO e foi devidamente enviado para as entidades oficiais.

"Depois de assistir à assunção da cultura como um bem essencial por parte do Estado, o que conduziu à criação do Ministério da Cultura, à tentativa de criação de uma Rede de Cine-Teatros, à criação de um sistema de apoio financeiro à arte contemporânea e à estruturação embrionária de um tecido cultural diversificado e disseminado pelo país, a comunidade artística acreditou estar a testemunhar ao esboçar de uma verdadeira política cultural para o sector. [...] No entanto, num movimento inverso a este crescimento, o processo de construção de uma verdadeira política cultural tem sido continuamente minado pela sucessiva mudança de orientações políticas, com todas as suas consequências. A falta de investimento na implementação de uma política cultural integrada que passe por medidas estruturantes, estimulando o interesse e a sensibilização da sociedade para as questões da criação contemporânea, contribuindo assim para o desenvolvimento do país, ameaça a continuidade do crescimento do tecido profissional, ao mesmo tempo que promove o desperdício de milhões de euros. [...] Os abaixo-assinados subscrevem este manifesto na esperança que o governo seja sensível às questões levantadas e exigem, especificamente, que o Estado, ao mesmo tempo que intensifica o diálogo com as associações que representam o sector para a preparação de toda a legislação necessária, se comprometa oficialmente - até ao fim deste mês - a abrir o concurso para os projectos pontuais de 2006 impreterivelmente até final de Outubro deste ano. Esta decisão é de uma importância vital para se preservar alguma dinâmica de criação, sobretudo em relação aos jovens artistas e criadores emergentes que, depois da anulação dos concursos pontuais de 2005, ficaram com a sua actividade seriamente comprometida. [...]"


A ler e assinar aqui.

1 comentário:

C.S.A. disse...

Fiz eco da mesma no Legendas.