quinta-feira, abril 14, 2005

Casa da Música

And so it is... aberta que está a casa de todas as músicas. E um só aspecto que revela a mediocridade portuguesa: a coisa de que mais se fala é da derrapagem orçamental, do atraso na inauguração, nas crises políticas, na falta de fosso de orquestra para ópera (oh povo mais mentecapto que não percebe que não há moderna ou antiga, mas ópera feita nos dias de hoje, com mais ou menos anos). Um bom exemplo para o país reflectir se tem a cultura que quer ou a cultura que merece. Ou um novo sentido para a expressão "um diamante plantado no deserto". E um trabalho de resistência contra tudo, contra todos, contra si. Pense-se só em Pedro Burmester e a forma como foi completamente ostracizado. Mas eles vão perceber que erraram. Como sempre percebem. Enfim...

Long live a Casa da Música malgré elle même.

e agora entrem e be amazed. Portugal já merecia um edifício assim.

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Dois apontamentos:

- a bela revista que o jornal Público fez para marcar a data
- o blog Defesa do interesse público, que promove a defesa da envolvente da Casa da Música, em nome de um respeito pela arquitectura.


A ler com atenção uma entrevista de Rem Koolhaas, o arquitecto (aqui link para o seu gabinete) ao JN...

... e o destaque dado à inauguração no New York Times, que considerou a Casa da Música como uma das mais importantes salas de espectáculos construídas nos últimos 100 anos-



Nota pessoal: Dia 28 de Maio canta o Andreas Schooll e a 29 o Antony.

1 comentário:

Monastero disse...

giro giro era se tu me mandasses o artigo para o email, para nao ter de me inscrever no NY times :P