Por mais voltas que se dê ao discurso, a "demissão" de Marcelo soará sempre a censura política.
E sobretudo dá razão aos que insistem na ideia de que estes tipos que nos governam não olham a meios para se perpetuarem no poder.
Se Marcelo só é visto como comentador, a falha não é dele ou da comunicação social, mas do público que tendeu a esquecer-se que ele nunca deixou de fazer política. E desta vez, paga a peso de ouro e com destaque semanal. O que mais impressiona nesta história mal contada não é nem o relevo dado à inexistente Alta Autoridade para a Comunicação Social nem a unanimidade pluripartidária quanto à ausência da "missa dominical". O que causa estranheza é a forma ambígua e ausente com que Marcelo Rebelo de Sousa está a gerir tudo isto.
Quem o ouvisse todas as semanas, percebia que havia ali uma necessidade de afirmar que a clareza, a transparência e a explicação faziam milagres no entendimento das gentes. Como é que ele sai assim, deixando que sejam os outros a aparecer com as supostas explicações?
Das duas uma, ou prepara algo em grande (para o bem ou para o mal) ou a coisa pode estar a um nível de tal forma elevado para o qual não há salvação possível.
País incluído.
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1 comentário:
Enjoyed a lot!
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