terça-feira, julho 31, 2007

Sabedoria Popular



“Qual é o melhor dia para casar sem sofrer nenhum desgosto? É o 31 de Julho, porque depois entra A-gosto.”

Hai-Ku de Quim Barreiros. Fotografia de Terry Richardson

segunda-feira, julho 30, 2007

Sítio das Artes: balanço

Hoje no Público, reportagem de Isabel Coutinho e comentário meu à apresentação dos resultados finais da residência artística Sítio das Artes.

Excertos:

Estes são só alguns dos 20 projectos que foram apresentados, alguns encontram-se em fase de progresso. "Este projecto tinha limitações", explica Pinto Ribeiro, que podiam ter constituído um desafio para os artistas. Os participantes tiveram que lidar com limites de tempo (em dois meses não podiam concretizar trabalhos de um ano), o museu tinha regras rígidas (os artistas não podiam intervir no espaço da Gulbenkian sem lhes obedecer) e o orçamento não era elástico.
Mais de 700 pessoas passaram pelo Sítio das Artes no sábado, dia em que nesta residência artística tudo terminou ou tudo começou; depende da perspectiva. Se os artistas residentes conseguiram aproveitar o desafio e a oportunidade que lhes foi dada, só o tempo o dirá. Como em tudo, haverá certamente quem vá ficar pelo caminho.
Isabel Coutinho


De uma maneira geral, os protagonistas das artes do corpo presentes parecem ter desperdiçado uma oportunidade de reflectirem sobre o que significa criar hoje. Entre a expectativa mínima e a esperança máxima, as propostas concebidas por Joana Craveiro, Juliana Penna, Vera Santos, Ana Trincão, Miguel Bonneville e Maria Gil eram unidas por aquilo que o artista plástico Christian Boltanski classificou de "a pequena memória" - que Craveiro citava, e bem -, mas que se tornou um escape para muitos criadores: a defesa de que uma selecção de referências imediatas e geracionais pode substituir sem perda os processos evolutivos da História.
TBC

Na foto: MB - Family Project, de Miguel Bonneville. Fotografia de Henrique Figueiredo.

sexta-feira, julho 27, 2007

Sítio das Artes abre portas amanhã

É já amanhã que se abrem as portas do Sítio das Artes para apresentação dos resultados das residências que vinte artistas fizeram nas instalações do Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian, no âmbito da programação do fórum cultural O Estado do Mundo. Das 12h00 às 20h00 as obras de, entre outros, Miguel Bonneville, Joana Craveiro, Pedro Barateiro, Bárbara Assis Pacheco e João Paulo Serafim poderão ser visitadas pelo público interessado em descobrir como é que estes criadores, alguns em início de percurso, quiseram pensar o mundo que os rodeia. Performance, música, instalações, fotografia, pintura, teatro, dança que "explicitam os sentidos conceptuais, estéticos e técnicos privilegiados pelos artistas ao longo dos quase dois meses de residência". O programa detalhado, bem como as biografias dos participantes e tutores, pode ser consultado aqui. No blog d'O Estado do Mundo podem ser lidos diversos textos sobre os processos criativos dos artistas.

É ainda através deste blog que se podem consultar excertos das conferências integradas no ciclo A Urgência da Teoria.

quinta-feira, julho 26, 2007

bonheur d'éte


Il est également a considérer que certains d’entre les désirs sont naturels, d’autres vains, et si certains des désirs naturels sont contraignants, d’autres ne sont… que naturels. Parmi les désirs contraignants, certains sont nécessaires au bonheur, d’autres à la tranquillité durable du corps, d’autres à la vie même.

Épicure, Lettre sur le bonheur
Fotografia de João Tabarra, Lake Fool

Tiago Guedes estreia ópera amanhã

Ópera


de Tiago Guedes e Maria Duarte


Negócio/ZDB, Lisboa, 27 de Julho a 05 Agosto, 21h30

Um projecto de adaptação coreográfica da ópera «Dido e Eneias» de Henry Purcell a partir de uma ideia original de Tiago Guedes




…Chego desta forma à ópera, género musical repleto de personagens, histórias, cenários, adereços, danças, forma artística muitas vezes apreendida enquanto espectáculo total por misturar e combinar a música, o teatro e a dança. Mas cheguei também à ópera com intuito de trabalhar este género como se de uma peça de teatro se tratasse, com um seu texto pronto para ser encenado. Texto esse que se compõe de dois elementos: a partitura musical e o libreto. Em relação à partitura musical, interessou-me trabalhar não tanto (ou não só) com a musicalidade mas também o próprio processo de escuta que ela proporciona: o tipo de atenção, o estado físico e mental que propicia. Como trabalhar coreograficamente a escuta?Como dar a “escutar” uma ópera a um público que vem na expectativa de “ver” essa ópera?...”

Tiago Guedes
fotografia de José Luís Neves

quarta-feira, julho 25, 2007

Chanson d'éte

"A" canção do verão chama-se La Distance, é cantada pelo Louis Garrell/Ismael (à direita) e pelo Grégoire Leprince-Ringuet/Erwan (à esquerda), foi escrita pelo Alex Beaupain e faz parte da banda sonora do filme Chansons d'amour, do Christophe Honoré (o mesmo de Dans Paris e Ma Mére). O download faz-se em qualquer serviço banal.



erwan:
le mystère de tes yeux las
ce mystère qu'en faire tu ne sais pas
le secret de ton état
des secrets j'en ai des tas
cette barrière entre nous
cette barrière qu'en faire,ce garde fou
passé la frontière de ton état
les pieds sur tes terres
regarde moi
il faudra bien que tu t'avance si on veut combler la distance entre nous

ismael:
il faudrait t'accrocher plus fort si tu veux t'accrocher encore a mon coup

erwan:
sur tes terres il fait si froid
cet hiver qu'en faire ne voies tu pas
que du sol au ciel de ton état
tout n'est que gel
réchauffe toi
il faudra bien que tu t'avance si on veut combler la distance entre nous

ismael:
il faudrait t'accrocher plus fort si tu veux t'accrocher encore a mon coup

erwan:
le mystère de tes yeux las ce petit mystère il tien a quoi
ce pauvre mystère en sale etat

ismael:
n'a rien a faire entre tes bras

Routledge edita livro sobre teatro e performance e Fnac vende-o a 5 euros

Há compêndios que podem ser perigosos pelo modo como sintetizam a informação deixando de fora o essencial. São dirigidos a gente apressada, que quer aprender umas generalidades em três tempos para depois as poderem espalhar em conversas de salão ou after-shows entediantes. Mas depois há os outros compêndios, como aqueles proporcionados pela editora inglesa Routledge, que na redução ao essencial fazem por identificar as principais linhas programáticas da criação contemporânea, os nomes fundamentais, as ligações entre as várias disciplinas e a reflexão, não só performática, mas também filosófica, social, política, antropológica e humanista.

Serve isto para alertar que se encontra à venda na FNAC (pelo menos na do Colombo, em Lisboa), a uns miseráveis cinco euros (5€) The Routledge Companion to Theatre and Performance, uma edição de 2006 coordenada por Paul Allain e Jen Harvie. Os autores explicam que o livro se justifica pelo facto de “a performance se ter tornado um dos mais influentes paradigmas contemporâneos para o entendimento das identidades e o modo como interagimos com elas e o mundo”.

Dividido em três capítulos – pessoas, eventos e conceitos -, o livro consiste na apresentação de aspectos relevantes que “não querem ser uma enciclopédia nem um dicionário”, já que “performance é mais um jogo e uma fluidez do que uma fixação de termos”.

Nomes como os de Eugénio Barba, Merce Cunningham, Augusto Boal e Tadeusz Kantor juntam-se aos Guillermo Gómez-Peña, Mikhail Bakhtin ou Tatsumi Hijikata, para a apresentação de uma paleta variada de tendências, estéticas e formações que contribuem para uma noção globalizada de representação. Para além disso é feito um levantamento de factos relevantes, como sejam a estreia em 1976 de Einstein on the Beach, de Bob Wilson, ou o funeral de Diana de Gales em 1997, na tentativa de estabelecimento de um quadro lato das dinâmicas produzidas por esses eventos no contexto performático.

Como sempre nos livros da Routledge uma das principais mais valias está na extensa bibliografia citada e utilizada, aqui maioritariamente na sua versão anglo-saxónica, mas nem por isso limitada às edições ou a autores em língua inglesa. Um outro dado curioso é a existência de uma tábua cronológica que, atravessando o século XX, nos dá conta do modo como o discurso de certos artistas coincidiu com momentos da história universal.

segunda-feira, julho 23, 2007

O bailarino que vem do frio para salvar o Bolshoi

Há quem diga que Ivan Vasiliev é o novo Baryshnikov da ballet russo. Tem tudo para ser uma estrela: humilde, de origens modestas, do interior da Rússia, despreocupado, com outros interesses para além da dança, a fazer aquilo como quem bebe um copo de água... O jornal britânico The Telegraph não poupa os elogios: "Tawny-skinned, handsome and quick-witted, Ivan Vasiliev is a babe magnet as well as an exultantly talented young artist, a natural stage performer and yet with a serious attitude to his profession way beyond usual 18-year-olds", numa era em que a escola russa atravessa momentos de redefinição dada a escassez de talentos que continuem a provar a excelência da técnica. A ler (e a ver o vídeo do rapaz a dançar), com o devido desconto ao encantamento quase servil da jornalista.


quinta-feira, julho 19, 2007

Warlikowski, Angels in America e a sida na Polónia

O encenador polaco Krzysztof Warlikowski apresentou esta semana no Festival d'Avignon, em França, a sua leitura de Angels in America. Como aliás se esperava é mais sobre a actualidade - e em particular a realidade polaca - do que sobre os anos 80 em Nova Iorque que ele quer falar. A crítica do Le Monde dá conta disso: "ele quer dar a ver uma perspectiva mais lata do sentimento nacional e do aparecimento da sida. A sua adaptação ancora-se na realidade de hoje - como viver enquanto homossexual - e no plano religioso - como conciliar a culpa e o perdão. O resto da crítica pode ser lida aqui, em francês, bem com outros textos sobre o festival.

Culpem o Fidel, pois, mas ide ver o filme








Chama-se Por Culpa de Fidel, estreou na passada quinta-feira, é um filme assinado por Julie Gravas e um retrato fascinante sobre a deriva revolucionária de um ex-casal de burgueses franceses que lutam, em 1970, pela liberdade no Chile e o aborto livre em França. Só que a história é contada pela pequena filha de 9 anos, Anna, habituada a descascar laranjas com uma faca, a aprender tudo sobre o Génesis na sua escola de freiras, e a passar férias cheia de primos e primas no castelo dos avós. Até ao dia em que tudo começa a mudar. E a culpa só pode ser de Fidel que acusa o Mickey de ser um símbolo fascista, claro. A não perder, absolutamente.

terça-feira, julho 17, 2007

Eat my green





Pode parecer pretensioso que pessoas com 21 anos como nós achem que podem tentar mudar o mundo. Mas desde que utilizemos a energia de dez casas simplesmente para iluminar um palco de concerto...

A frase foi dita pelos Arctic Monkeys, e citada pela Inrockuptibles, que se interrrogavam sobre as verdadeiras razões de concertos como o Live Earth, organizados por Al Gore a favor do ambiente.

O vídeo acima chama-se A View From The Afternoon

Almada na recta final


O Festival de Almada entrou na recta final e, no entanto, há espectáculos para ver no Teatro Nacional D. Maria II, no Instituto Franco-Português, no Teatro Azul, no CCB e no Palco Grande da Escola D. António da Costa. Uma das estreias mais aguardadas é a encenação da peça A Charrua e as Estrelas, pelo encenador francês Bernard Sobel. A belíssima conversa que manteve com o jornalista José Mário Silva, e que foi publicada no dossier que a OBSCENA dedica ao 24º Festival de Almada, está também disponível no seu blog.

Hoje é também o último dia para se poder ver no âmbito do festival, às 19h00 no Instituto Franco-Português, a delicada, discreta e sensível encenação de José Maria Vieira Mendes do difícil texto História de Amor (Últimos Capítulos), da autoria de Jean-Luc Lagarce. A peça continua em cena até dia 20.

domingo, julho 15, 2007

Os meus livros

Respondendo ao desafio lançado pelo Adolfo, do A Arte da Fuga, deixo então a minha lista de cinco obras mais ou menos referenciais. Mas, na verdade, o calor e o critério proustiano do questionário, levam-me mais a revelar o que ando a ler, ou li recentemente. A saber:

- Vertigem Americana, de Bernard Henri-Lévy
- Le Roman de Jean-Luc Lagarce, de Jean-Pierre Thibaudaut
- Século Passado, de Jorge Silva Melo
- Butt Book, edições BUTT
- Retábulo das Matérias, de Pedro Tamen

A bola segue agora para o Francisco Valente [que afinal também já me tinha lançado o desafio mas só agora vi e, por isso, fica a desculpa para uma segunda lista], o Pedro Ludgero, o Luís Royal, a Madalena Santa-Marta e o Filipe Bonito.

sexta-feira, julho 13, 2007

13 de Julho de 1979 - 13 de Julho de 2007


É dia de aniversário, outra vez. A uma sexta-feira, outra vez.

terça-feira, julho 10, 2007

O fim da crítica nos jornais é da culpa dos blogs

Se a crítica está a desaparecer dos jornais, a culpa é dos blogues. É pelo menos o que diz o Wall Street Journal, de Washington, num artigo intitulado Whatever Happened to Regional Critics?, saído, ironicamente, na edição online do jornal, no passado dia 7 de Julho. O contexto não tem ajudado, diz o jornal, salientando a fraca circulação de jornais, o surgimento de vários media na Internet e a pressão dos patrões. Certo é que, nos Estados Unidos, pelo menos, a crítica de livros, cinema e teatro tem vindo a perder terreno no papel para dar lugar a blogguers amadores que “publicam os seus textos sem receber”. A discussão pode ler-se aqui.

por indicação do Cidade Queimada

Crítica de dança: Blessed, de Meg Stuart

A relação pode não ser evidente, porque Meg Stuart não gosta de trabalhar sobre metáforas, mas ajuda à leitura de Blessed se se souber que a coreógrafa nasceu em Nova Orleães, no Sul dos Estados Unidos, a mesma cidade devastada pelo furacão Katrina no verão de 2005. É daí que vem a constante chuva que devassa a fragilidade dos papelões em forma de abrigo, palmeira e cisne desenhados por Doris Dziersk, que estabelecem diálogos frágeis e poéticos, de um simbolismo desarmante, com uma utopia quase religiosa.

É também daí, dos escombros húmidos e dos restos de uma cidade que revelou o outro lado do sonho americano, que vem a força da resistência daqueles seres, impressa na visceral busca dos pertences por Francisco Camacho, mas também no tosco samba de Kotomi Nishiwaki. Corpos errantes que remetem para a natural capacidade humana de cicatrização, contra todas as expectativas e até mesmo a moral e ética.

Ajuda ainda saber que esta peça, minimal não pela simplicidade dos movimentos mas pelo modo como se vai impondo, de surpresa, surge da relação fraterna que Meg Stuart mantém com Francisco Camacho desde os tempos de Disfigure Study, de 1991, peça-fundadora de um discurso de pesquisa sobre o movimento numa sociedade hiper-mediatizada e eminentemente trágica. É que se sente, física e emocionalmente, nos traços de Camacho uma cumplicidade, uma memória, um reconhecimento da linguagem que partilham.

Não é por acaso que a peça manteve, durante muito tempo, o provisório título de Um Solo para Francisco. É que esta carta dela para ele – esse corpo estranho, tão pouco bailarino e tão humanamente cru – é um regresso a um discurso iniciático, de aspiração a um primitivismo e a uma sensorialidade que as mais recentes peças dela, sobretudo as de grupo, tinham levado já para o domínio da irrisão, da frieza descrente, cínica e desesperançada.

Blessed retoma questões exploradas, por exemplo em Alibi, de 2001, marcada inevitavelmente pela tragédia do 11 de Setembro. Também aqui é um corpo em confronto com a sobrevivência ao desastre que resiste e se renova. E não deixa de ser curioso que se possa sugerir que “as peças americanas” de Meg Stuart são aquelas que mais de perto tocam em uma das linhas maiores do seu trabalho: como lidar connosco e em relação ao que movemos?

A peça, austera pelo rigor matemático com que Camacho desenha precisas linhas no espaço cinzento, vai acumulando tensões, seja pela extraordinária banda-sonora de Hahn Rowe, seja pela impossibilidade de imaginar o que mais sucederá. Há uma impassividade no seu rosto, uma constânciamusical, uma ocupação de espaço pela chuva permanente que tornam a peça dramaturgicamente comovente. Mesmo que possamos achar que há uma extensão no tempo que pode fazer perigar as frágeis sequências – e a mudança de figurinos final, auxiliado por Abraham Hurtado, surge aqui como um elemento adicional pouco consistente pois duplica e caricaturiza a tragédia –, há em Blessed um trabalho de profundo rigor e implicação com o mundo negro em que vivemos.



Blessed apresenta-se hoje, às 21h, no Centro Cultural de Belém.



Texto publicado no jornal PÚBLICO a 5 de Julho.
Fotografia de Chris van der Burght


Hoje, às 18h30, na Culturgest, decorre uma conversa sobre a obra de Meg Stuart com as presenças de Gil Mendo, programador de dança da Culturgest, Mark Deputter, director do Festival Alkantara, Myriam van Imerschoot, dramaturgista, e Meg Stuart.

segunda-feira, julho 09, 2007

Vietname no Festival de Almada em sessão única


Hoje, às 19h, no Fórum Romeu Correia, em Almada, apresenta-se em sessão única a peça Les Paradis Aveugles, a partir de um texto da autora proscrita Vietnamita Duong Thu Hong. A peça é assinada pela companhia francesa M-G Pessoa e faz uma digressão pela memória de um país assolado pela guerra e a repressão. Um texto sobre a peça, da autoria do jornalista Bruno Horta, pode ser lido na página 46 da revista OBSCENA, disponível para download aqui e em distribuição nos vários espaços do festival, mas também em Castelo Branco (Ambienta Café e Livraria Amar Arte), Porto (TNSJ, Serralves e Maus Hábitos) e Coimbra (TAGV, Centro de Estudos Artísticos).

Europa já escolheu vencedores do Prémio de Teatro 2008

O anúncio oficial será feito somente na próxima semana mas O Melhor Anjo pode já adiantar que o encenador de teatro e ópera, mas também realizador, Patrice Chéreau será o vencedor do Prémio Europa de Teatro 2008, a ser entregue entre 9 e 11 de Abril do próximo ano em Tessalónica, na Grécia.

A escolha, feita por um conjunto vasto de instituições - Associação Internacional de Críticos de Teatro, Instituto Internacional de Teatro/Unesco, Instituto Internacional de Teatro do Mediterrêneo, Convenção Teatral Europeia e União dos Teatros da Europa, e coordenado pela associação que lhe dá o nome, Premio Europa per il teatro - segue-se à atribuição, este ano, do prémio aos encenador Robert Lepage, canadiano, e Peter Sadek, alemão.

Para além do Prémio será ainda atribuído, ex-aequo, ao encenador polaco Krzysztof Warlikowsky (que apresentou recentemente Krum, no CCB, e estreia por estes dias, em Avignon, a sua versão de Angels in America, de Tony Kushner, adaptada à realidade polaca) e à coreógrafa alemã Sasha Waltz o 9º Prémio Europeu de Novas Realidades Teatrais, este ano entregue ao encenador lituano Alvis Hermanis e à dramaturga sérvia Biljana Srbljanovic.

A organização decidiu ainda atribuir uma menção especial ao colectivo suíço Rimini Protokoll, que esteve na Culturgest, em Abril, com Mnemopark.